A cinomose é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente cães, mas que também pode infectar outros animais, como guaxinins e furões. Causada pelo vírus da cinomose canina (CDV), a doença pode levar a complicações graves e até à morte do animal se não for tratada a tempo. O diagnóstico precoce é fundamental na luta contra essa enfermidade, e uma das etapas mais importantes nesse processo é a realização de exames laboratoriais. Identificar sinais clínicos iniciais em cães e realizar os testes adequados não apenas ajuda a confirmar a presença do vírus, mas também a diferenciar a cinomose de outras doenças que apresentam sintomas semelhantes, como a parvovirose e a leptospirose. Portanto, compreender quais exames são utilizados para detectar a cinomose é essencial para que tutores e veterinários possam agir rapidamente, garantindo a saúde e o bem-estar dos animais. Neste artigo, abordaremos os principais exames disponíveis para o diagnóstico da cinomose, suas características e a importância de cada um deles na prática clínica veterinária.
O vírus existente no sistema nervoso central (SNC) perdura por, no mínimo, 60 dias. Por isso, sempre que o seu animalzinho apresentar qualquer alteração de comportamento ou mal-estar, o veterinário deve ser consultado para evitar atrasos no diagnóstico. Alguns anos depois, o médico britânico Edward Jenner detalhou a doença em 1809. Contudo, foi só no ano de 1905, que o veterinário francês Henri Carré determinou qual era a causa. O quadro gera preocupação entre os donos e donas pois o vírus causador é altamente transmissível. Os cães sofrem com sequelas a longo prazo, mesmo após a cura da doença.
Exames Laboratoriais para Diagnóstico da Cinomose
O diagnóstico da cinomose canina envolve a utilização de diferentes exames laboratoriais, sendo os principais a sorologia, o teste PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) e a análise clínica. Cada um desses exames tem suas especificidades e pode ser empregado de acordo com o estado de saúde do cão e com a suspeita clínica do veterinário.
A detecção de material genético viral pela técnica de RT-PCR é altamente sensível e específica. Recomenda-se a utilização da maior variedade possível de amostras, tais como sangue total, urina e secreções nasais, conjuntivais e até mesmo líquor, se possível, para aumentar a probabilidade de êxito diagnóstico. O tempo pelo qual um animal pode se manter positivo à RT-PCR após a vacinação com vacinas vivas modificadas é desconhecido. Títulos elevados de IgM em um animal não vacinado e quadro clínico compatível confirmam o diagnóstico de cinomose; animais vacinados podem ter resultados positivos por pelo menos 30 dias após a vacinação.
Cuidar com o horário dos medicamentos e promover conforto são medidas que auxiliam na recuperação e evitam pioras em outros aspectos da saúde canina. Dar atenção e carinho ao cão é fundamental, pois assim como os humanos, os animais se sentem debilitados, tristes e fragilizados. Nesse período, o ideal é cuidar do bem-estar do seu animalzinho, dando atenção à troca regular de água, limpeza dos potes e cama, banhos periódicos e higienização do ambiente como um todo. Como na maioria das vezes o ato de isolar o animal não é possível, a análise de RT-PCR serve para verificar se o cão ainda está com o vírus. De acordo com um relatório de caso produzido pelo Centro Médico Veterinário da Universidade da Flórida, do ano de 2013, a toxina botulínica tipo A (botox) pode ser administrada para tratar a mioclonia de um cão que possa ter cinomose.
É ainda comum que cachorros com cinomose possam também apresentar alguns sintomas gastrointestinais, como perda de apetite, salivação excessiva ou vômitos. A cinomose é uma doença infecciosa grave que afeta especialmente cachorros, causando sintomas como febre, tosse, cansaço excessivo, vômitos e convulsões. Outras drogas com efeito antiviral tem sido testadas e os resultados parecem promissores. Estudos foram conduzidos comparando a azatioprina, o metabólito 6-metilmercaptopurina e a ribavirina in vitro.
De forma alternativa, a detecção de anticorpos no líquor pode ser interessante, uma vez que animais com encefalomielite podem ter níveis mais altos no líquor que no soro. A cura é difícil, como falamos acima, apenas 15% dos cães conseguem se curar da cinomose. Vai depender muito do organismo do cachorro, o tipo de tratamento feito, o estágio da doença, a alimentação do cão e outros fatores. Para combater os sintomas da cinomose, são usados medicamentos contra febre, dor, vômitos, diarreias, inflamações de pele, antibióticos para combater eventuais infecções bacterianas, etc. Os procedimentos são realizados por profissionais especializados, atentos à evolução do quadro clínico. Os filhotes infectados com menos de seis meses levam em média de quatro a seis meses para superar a cinomose canina, desde a internação até o final do tratamento. Mesmo assim, na imensa maioria dos casos, eles terão o desenvolvimento físico comprometido.
Sorologia
A sorologia é um exame que busca detectar a presença de anticorpos específicos contra o vírus da cinomose no sangue do animal. A presença de anticorpos IgM indica uma infecção recente, enquanto a detecção de IgG pode apontar uma infecção passada ou resposta à vacinação. Esse exame é útil, mas não é completamente conclusivo, pois cães vacinados podem apresentar anticorpos mesmo na ausência da infecção. Além disso, o exame pode falhar em detectar a doença em estágios iniciais, onde os anticorpos ainda não foram produzidos em quantidade suficiente.
Teste PCR
O teste PCR é considerado um dos métodos mais sensíveis e específicos para o diagnóstico da cinomose. Ele detecta o material genético do vírus no sangue, nas secreções ou outros fluidos corporais do animal. O procedimento é relativamente rápido e pode confirmar a doença em estágios iniciais, imediatamente após a infecção. Devido à sua alta precisão, o teste PCR é frequentemente utilizado para diagnosticar casos suspeitos em que os resultados da sorologia são inconclusivos. No entanto, o custo do exame pode ser um fator limitante em algumas clínicas veterinárias.
Análise Clínica
A análise clínica é uma parte fundamental do diagnóstico da cinomose. O veterinário irá realizar uma avaliação detalhada dos sinais clínicos apresentados pelo cão, como febre, secreção nasal, tosse, vômito e diarréia, além de outros sintomas neurológicos que podem aparecer em estágios mais avançados da doença. Embora essa análise não substitua os exames laboratoriais, ela fornece informações valiosas que podem direcionar o médico veterinário para a necessidade de realização de testes específicos.
Conclusão


O diagnóstico da cinomose canina é um passo vital para garantir a saúde dos nossos amigos de quatro patas. Com o auxílio de exames laboratoriais como a sorologia e o teste PCR, juntamente com a análise clínica, é possível identificar rapidamente a presença do vírus e iniciar o tratamento adequado. A integração dos diferentes métodos de diagnóstico e a avaliação cuidadosa dos sintomas clínicos são essenciais para um diagnóstico preciso e para a implementação de medidas de tratamento e prevenção eficazes. Portanto, tutores de cães devem estar atentos aos sinais da doença e buscar orientação veterinária ao primeiro sinal de alerta.
O que é a Cinomose e Sua Importância no Diagnóstico
A cinomose é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente cães, mas também pode atingir outros animais. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de sobrevivência do animal. O exame para cinomose é crucial pois permite identificar a infecção antes que os sintomas se agravem, facilitando o tratamento e prevenindo a propagação do vírus.
Teste Laboratorial: Métodos de Diagnóstico para Cinomose
Os métodos de diagnóstico para cinomose variam, mas os testes laboratoriais são os mais comuns. O exame sorológico, como o teste ELISA, detecta a presença de anticorpos contra o vírus da cinomose no sangue do animal. Além disso, o exame de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) é uma técnica mais sensível que busca o material genético do vírus, permitindo um diagnóstico mais preciso, especialmente em casos iniciais.
Identificação de Sintomas e Exame Clínico
Antes de realizar qualquer exame laboratorial, os veterinários frequentemente analisam os sintomas clínicos. Os sinais da cinomose incluem febre, secreções oculares e nasais, tosse, vômitos e diarreia. Durante o exame clínico, o veterinário pode observar alterações neurológicas, que são sintomas avançados e indicam uma forma mais grave da doença. A identificação precoce de sintomas é vital para o sucesso do tratamento.
Importância da Vacinação e Prevenção
A vacinação é a ferramenta mais eficaz na prevenção da cinomose. Vacinas combinadas, que protegem contra múltiplas doenças, são essenciais para cães a partir de 6 semanas de idade. Manter a vacinação em dia é fundamental para evitar surtos da doença e reduzir a necessidade de exames e tratamentos posteriores. Além disso, essenciais para a saúde do animal, as vacinas contribuem para a proteção da comunidade canina como um todo.
Exames Complementares e Acompanhamento da Saúde
Em casos onde o diagnóstico de cinomose é confirmado, exames complementares podem ser necessários. Exames de sangue podem ajudar a avaliar a função hepática e renal, além de detectar outros problemas que possam ter surgido devido à infecção. O acompanhamento regular da saúde do animal é crucial, mesmo após a recuperação, pois a cinomose pode ter efeitos a longo prazo, especialmente em filhotes.
Impactos da Cinomose em Animais e na Comunidade
A cinomose não é apenas uma preocupação individual para os donos de cães, mas também um problema de saúde pública. A alta taxa de contagiosidade do vírus pode levar a surtos em comunidades de animais. A conscientização sobre a prevenção, vacinação e diagnóstico precoce é essencial para controlar a disseminação e proteger não apenas os cães, mas também outros animais e pessoas que possam estar em contato com eles.
O Futuro do Diagnóstico da Cinomose
A pesquisa na área de diagnóstico da cinomose está em constante evolução. Novas tecnologias e métodos estão sendo desenvolvidos para facilitar a identificação do vírus e melhorar a eficácia dos tratamentos. detalhes aqui o avanço em técnicas moleculares e vacinas mais eficazes, espera-se que a incidência da cinomose diminua significativamente, promovendo melhor qualidade de vida para os animais afetados e diminuindo o impacto na saúde pública.